Falo porque quero ouvir
Devaneios Sobre Fato Consumado PDF Imprimir E-mail

 

Estamos vivendo um golpe!

Não um daqueles imbecis que tantos trogloditas quer fossem da extrema-direita ou do outro lado mais à esquerda perpetraram durante o último século!

Eu, sinceramente não sou a favor dele, mas não encontro motivos plausíveis para opor-me!

Talvez porque a TV ordene alguns se oponham;
Talvez porque seja um golpe deve ser motivo suficiente para uns;
Talvez porque pareça ser o PT seja mais do que motivo suficiente para outros (pobres coitados partidaristas);
Talvez porque seja "uma boquinha" dos outros e não deles, possa ser motivo para outros tantos pensarem em "oposição";

Seja como for estamos vivendo um golpe!

E, como todos os golpes, ele acontecerá e deixará marcas, muitas marcas, mas essas marcas:
serão danos?
serão lições?
serão sequelas?
serão consequências?

Isso, nossos filhos, netos e, bem provavelmente, bisnetos saberão!

Seja como for, a nós, resta angariar um pouco de dignidade, lembrar-se que nos achamos um pouco além das amebas, e raciocinar sobre o que lê e ouve daqui por diante.

A Mentira tornou-se um Estado de Espírito!

  

Até a Próxima!

José Vasconcellos

Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.  

 
A derrocada do ensino superior ou "O efeito Faustão" PDF Imprimir E-mail

As universidades particulares, na sua ânsia de atender ao mercado, estão cometendo equívocos irremediáveis:
1. desvalorizar os professores e os coordenadores dos cursos;
2. transformar os cursos superiores em reuniões sociais;
3. abrir mão da pesquisa e dos livros em prol de revistas, apostilas: o chamado 'conhecimento mastigado';
4. subverter a ordem natural do aprendizado.

Isso acontece a partir da arrogância de profissionais paraquedistas que não têm a menor idéia do que seja ensinar, e em decorrência da conivência de profisionais do ensino que não têm a coragem de abrir a boca quando podem.

O prazer de trabalhar em instituições de ensino que agem assim se esvai e os professores acabam por aderir à mediocridade.

Uma lástima, mas esses fatos levam pessoas como o Faustão a ter material para o escárnio. Ele não faz isso, por exemplo, com a PUC, pois lá não se pratica as barbaridades administrativas que são praticadas em outros estabelecimentos do ensino privado.
 
Ricardo Portella

Escreva para mim:
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 
MUDANÇAS NO ENSINO SUPERIOR PARTICULAR PDF Imprimir E-mail

 

O momento atual é de reflexão. É importante que as instituições privadas de ensino superior modifiquem a forma de tratamento que dão aos alunos e aos professores. Nestas ponderações vou me deter na formação superior na área de tecnologia da informação. As mudanças que aqui venho propor são fruto de trinta anos de atuação no ensino, sendo vinte e cinco dedicados ao ensino superior:

  1. Distribuição dos cursos por matéria a ser coberta e não por disciplinas:

O mais importante (para o aluno e para o MEC) é a matéria (conteúdo) a ser coberto ao longo do curso. Feito desta forma, ou seja, se nos preocuparmos com a matéria a ser coberta e não com as disciplinas, o novo currículo deveria romper com o velho paradigma de divisão de assuntos, o que facilitaria a padronização em uma instituição com mais de uma unidade, ou mais de um curso dentro da mesma área de conhecimento, pois as diversas unidades distribuídas geograficamente teriam como meta estabelecer as disciplinas que cobrissem a matéria determinada para o período; como conseqüência, as longas discussões sobre este ou aquele nome, esta ou aquela disciplina aqui ou ali seriam minimizadas e teríamos apenas um conjunto de “disciplinas-eixo” predeterminadas, com todas as demais elencadas em função do cumprimento da matéria a ser coberta e das necessidades e restrições locais;

  1. Mudança no paradigma "Programação > Modelos":

Nosso modelo mental de aprendizado tem a linguagem como ferramenta de descrição do mundo. Alguns autores importantes consideram a gramática como um "limitador" do que se pode enunciar (Foucault; Wittgenstein; Chomsky; etc.); outros encaram o aprendizado e a apreensão dos fatos no mundo como uma grande aventura semiológica (Ferdinand de Saussure; Roland Barthes; etc.), ou como uma tradução intersemiótica (Peirce; Umberto Eco; Julio Plaza; etc.). Minha proposta é que mudemos o paradigma de apresentar linguagens de programação (gramática) no início dos cursos que formam desenvolvedores de sistemas de informação (Bacharelado em Sistemas de informação e Tecnólogo em Analise de Sistemas), para, em vez disso, passarmos a apresentar modelagem de sistemas e processos, e técnicas voltadas para a melhoria das habilidades sociais dos profissionais. Isto melhoraria a compreensão, criaria nos ingressantes uma consciência maior de 'turma' e, muito provavelmente, diminuiria a evasão, pois as cadeiras de programação (iniciando-se pela cadeira de algoritmos) são a grande causa das reprovações nos cursos mencionados;

  1. Aprofundamento das discussões envolvendo professores, empresas e sociedade:

Uma grade mal feita e pouco discutida gera uma desmotivação nos professores, o que se reflete na sala de aula. O contato pessoal com todos os professores é importante. Minha sugestão é a de que sejam feitas reuniões com todos os docentes, para que se possa discutir a grade, promovendo um embate de idéias com a oportunidade de todos se conhecerem, além de abrir um canal para críticas e sugestões. O colegiado deve ser soberano. Isto já é feito nas instituições públicas e em muitas instituições particulares, mas algumas ainda teimam em adotar uma posição autoritária, o que, definitivamente, não leva a lugar nenhum. A administração e a operacionalização do ensino é tarefa para profissionais do ramo, o resultado financeiro que disso advém não pode ser a finalidade de uma instituição que deveria ter como missão formar profissionais éticos e competentes.

 

Escrevam para mim:

Ricardo Portella : Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 
PSICOLOGIA E TECNOLOGIA: A UNIÃO PELA LINGUAGEM PDF Imprimir E-mail

A relação do homem com o computador, inicialmente previsto para a realização de cálculos e iterações matemáticas, evoluiu para patamares onde a máquina passou a interagir, elaborar situações e emitir pareceres não pragmáticos, pautados em uma lógica algorítmica que cria a ilusão de que a máquina está, de fato, elaborando respostas e fazendo proposições. A criação dos  ambientes virtuais se dá, primordialmente, pela linguagem, mais especificamente através de linguagens de programação que são, em última análise, simplificações das linguagens humanas e que têm por finalidade a indicação de alternativas de ação para as demandas humanas. Temos um mundo virtual, definido por uma linguagem simplificada e constituído por coisas e pessoas do mundo real: simplificadas e definidas como objetos de uso, com atributos e comportamentos pré-estabelecidos; transformadas em um número binário a ser processado por algoritmos determinísticos. Essa situação acaba por estabelecer novos limites para a interação homem-homem, pois no mundo virtual, com toda a sua suposta conectividade total, há uma plena realização dos desejos, ou uma virtual idéia de satisfação, através da simulação do real: precisamos estar conectados a uma rede virtual para nos sentirmos incluídos no mundo real. Este novo paradigma estabelece diferentes formas e regras de convívio em face das interferências dos códigos visuais e sonoros, da velocidade, da agilidade e da praticidade dos ambientes computacionais, influenciando nas artes, nas ciências e no cotidiano das pessoas.

Não temos mais a máquina como um aparato que se presta a nos servir, em vez disso vivemos em função da máquina que nos parece assustadoramente superior, que nos cerceia a liberdade e limita nosso campo de ação e criatividade. No mundo virtual, o contexto espaço/tempo se altera. Não estamos em contato com a realidade, mas com o mundo cibernético-virtual, onde os dados binários são a verdade. Se, de fato, as estruturas internas, psíquicas, dos membros de uma sociedade devem refletir as estruturas externas de sua sociedade e vice-versa, as estruturas internas estariam refletindo um mundo virtual pré-fabricado, com uma cultura heterogênea e a sociedade estaria refletindo indivíduos virtuais, definidos parcialmente: avatares cibernéticos.

As questões que se apresentam para nossa reflexão são: estaria a psicologia preparada para lidar com as novas necessidades, neuroses e psicoses decorrentes desta fusão de mundos? A psicologia e seus profissionais necessitam se adaptar às novas linguagens da tecnologia?
 

Escerva para mim: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Ricardo Portella.

 
Os Sistemas e a Psicoterapia PDF Imprimir E-mail

Assim como um sistema, a terapia não melhora o usuário. O sistema vem para melhorar os processos do usuário, para ajudar o usuário a executar melhor, controlar melhor, gastar menos recursos com as tarefas e responsabilidades de seu contexto. Da mesma forma a terapia. Ela não melhora a pessoa, mas constrói ou reforça as ferramentas que cada um possui para a vida. Reorganiza os processos.


No processo de projeto dos sistemas, os problemas do usuário com os sistemas existentes, são entendidos, modelados e reapresentados para que ele decida se vai continuar no processo atual ou se vai mudar alguma coisa. Neste ponto, o analista pode, até, sugerir algumas coisas, mas sempre dentro do contexto solicitado, ou seja, das necessideades do usuário. Da mesma forma, a terapia aborda as queixas do cliente. Não as resolve, faz com que o cliente as entenda, estabeleça um modelo, decidindo quais quer enfrentar e quais quer descartar de sua vida (isso é uma decisão que vai sendo construída ao longo do processo terpêutico). E por aí vai...

Escrevam para mim: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Ricardo Portella.

 

 
More Articles...